Desenvolvimento de senso crítico, expansão do vocabulário, melhora da escrita e aumento do conhecimento são apenas alguns dos principais benefícios adquiridos por quem lê. Para estimular este hábito entre crianças e adolescentes da Escola Estadual Ulisses Cuiabano, a partir desta terça-feira (24.04), em homenagem ao Dia Mundial do Livro comemorado nesta segunda-feira (23), o Goiabeiras Shopping passa a ser ponto de doação para o Projeto de Leitura Assistida. A expectativa é receber 835 livros no Espaço Livre Livro, localizado no 1º piso.
Dificuldades marcantes como vocabulário precário, falta de compreensão, erros ortográficos e poucas produções significativas pelos alunos chamaram a atenção do diretor e professor de Língua Portuguesa, Dimas Antônio, responsável pela elaboração do projeto. Ao todo, são 26 os títulos pedidos que atenderão alunos dos 7º, 8º e 9º anos. Entre as obras está o livro Fábulas de Esopo, que custa a partir de R$ 10,90.
“Queremos melhorar nossos resultados na Prova Brasil e no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Identificamos que muitos dos nossos alunos não conseguem ler e nem interpretar, e o projeto é uma forma de tornar rotina a leitura na escola. Essa é a razão da campanha de arrecadação”, conta o diretor.
Para ele, o espaço oferecido pelo shopping deverá ajudar muito o projeto. “Acredito que podemos até mesmo dobrar o número de livros para a nossa escola, pois o shopping é uma vitrine onde passa muita gente. Muitas pessoas não sabem onde fica a escola, já o Goiabeiras todos os moradores de Cuiabá sabem onde é. Agradeço está abertura, pois vai ajudar demais também pela possibilidade de aumentar o número de leitores da escola”, avalia.
Amor pela literatura
Quando entrou na escola, aos sete anos, Dimas já sabia ler e escrever. A mãe dava aulas para ele. “O meu primeiro livro de literatura clássica foi ‘O Seminarista’, quando tinha apenas 11 anos. De lá para cá tomei gosto e, aos 16 comecei a escrever. Já tenho dois livros publicados e um para publicar. Penso que a leitura seja um combustível que nos conduz às demais manifestações artísticas”, avalia.
Para ele, hoje, computadores, videogames e o tempo assistindo televisão geram pouco interesse pela leitura. “Em consequência, observamos dificuldades de aprendizagem no dia a dia. E isso chama a muito a nossa atenção”.
Dia Mundial do Livro
O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor está inscrito no calendário anual da organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A data é a mesma da morte de Shakespeare, Cervantes e Garcilaso de la Vega, em 1616, e o nascimento de autores como Vladimir Nabokov e George Steiner.
Foto: Dimas Antônio. Crédito: Assessoria.
Com a direção e supervisão de Heloísa Périssé e Ingrid Guimarães, Os Segredos de Almerinda e as CPIS será apresentado no Cine Teatro
Da Assessoria de Imprensa
Se ninguém resolve a CPI do Paletó, Almerinda, que também foi chamada para depor, revela que foi ela quem deu de presente o paletó. E tem mais, ela vai falar o que está acontecendo com a CPI dos Fundos numa sessão de análise de 60 minutos em “Os Segredos de Almerinda”. Sucesso de público há 18 anos, o espetáculo será apresentado no dia 28 de abril, ás 20 horas, no palco do Cine Teatro Cuiabá.
Almerinda George Lowsbi é uma figura com perfil psicológico atípico, que faz revelações bombásticas em suas sessões de análise. Segredos nunca revelados vão surgindo durante os sessenta minutos de duração da peça, tempo aproximado a uma sessão de análise freudiana.
Um dos problemas da personagem é a morte do marido, chamado Richard, as lembranças da infância perturbada, a presença de seu filho com tendências homossexuais, a demissão de uma empregada com mais de 20 anos de serviços prestados e a estreia de um programa de auditório destinado ao público suicida.
Almerinda vai contar outro segredo, que é sobre seu caso amoroso com um político conhecido, após descobrir que é vítima de escutas telefônicas e ser intimada para depor em duas CPIs.
“Eu fui chamada para depor na CPI do Paletó porque eu que dei o paletó de presente para o Emanuel, mas ele tinha bolsos largos. Para você ver que já tinha dinheiro ali e ele teria passado em outro gabinete. Então já estava cheio o bolso dele e eu vou explicar tudo isso. Ainda vou falar sobre a CPI dos Fundos, do Pedro Taques. A gente vai ver o que está acontecendo com os fundos do Pedro. Uns dizem que é um problema de traseira e outros que é um problema de fundos, mas na verdade é de administração”, conta Almerinda, em texto escrito por André D`Lucca.
Almerinda ainda esconde um grande segredo por toda vida, que mudará o rumo de suas sessões de análise.
O texto originalmente criado por D"Lucca, que conta com a colaboração de José Augusto Barbosa, ganhou novo formato com a direção e supervisão de Heloísa Périssé e Ingrid Guimarães, desde 2001.
Este ano tem no elenco D`Lucca e Paulo Nicácio, que faz o analista, assistência técnica de Chris Fontoura, iluminação de Lorivaldo Rodrigues, sonoplastia de Danilo Panda, figurino de Alzira Braga e arte visual de Fernanda Fernandes.
Os Segredos de Almerinda é sucesso de público desde o princípio. Quando esteve no Rio de Janeiro o espetáculo permaneceu durante nove meses em cartaz, lotou o teatro nas 50 apresentações realizadas e foi considerado a grande surpresa da temporada.
Em 2004 D"Lucca ganha destaque ao apresentar uma cena de Almerinda no Domingão do Faustão. O sucesso foi tamanho que a cena foi reprisada nos melhores momentos do ano, daquele programa.
O cenário da peça é composto por Almerinda George Lowsbi, um analista e um divã. Com esses três elementos o ator discorre sobre Os Segredos de Almerinda que fazem o público se esgotar de rir durante os sessenta minutos de espetáculo, enquanto aguardam a grande revelação.
Com censura livre, os ingressos estão sendo vendidos antecipados pelos sites do Cine Teatro Cuiabá e do Guichê Web. Também na bilheteria por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia entrada). A censura é livre.
Mais informações para a compra de ingressos no contato (65) 2129-3848 e para inscrições das oficinas de teatro pelo telefone (65) 99292-9907.
Torneio tem o objetivo de arrecadar alimentos para ajudar famílias carentes
A Associação de Oficiais da Reserva do Exercito Em Mato Grosso (Aore-MT) realizou no mês de abril o Primeiro Torneio Solidário Aore-MT, os jogos de futebol aconteceram em Cuiabá.
O objetivo do Torneio beneficente foi arrecadar alimentos para famílias carentes da capital, oportunizando a integração da sociedade através do esporte, uma vez que tanto a inscrição quanto ingressos para assistir os jogos foi com doações de alimentos não perecíveis. Mais de 500kg arrecadados.
Ao total participaram do Torneio 8 times de futebol, a grande final foi dia 22 de abril entre os times filhos e amigos de Poxoréu contra FC Baile de Monique, na arena Pantanal. Sagrou se vitorioso Filhos amigos de Poxoréu pelo placar 3 gols contra 1.
Para o organizador do Torneio Solidário, Paulo César Machado Ribeiro, a melhor forma encontrada de ajudar o próximo foi o esporte. “A prática esportiva foi nossa forma de sermos solidários com quem precisa, um interação que deu certo e conseguimos atingir nosso objetivo, muitas doações de alimentos, através do futebol”, comentou o organizador.
Os alimentos arrecadados serão doados e distribuídos para um abrigo na região do pedra 90 que atende crianças deficientes e suas famílias.
A sala de aula representa uma chance de centenas de reeducandos avançarem no processo educacional e na ressocialização. E, pensando nisso, 2.995 internos encontraram no lápis, papel e caneta a oportunidade de mudança e ingressaram no ano letivo em 45 unidades prisionais de Mato Grosso.
As aulas do Ensino Fundamental e Médio são ministradas por 149 professores que atuam na Escola Estadual Nova Chance, que cuida especialmente da educação para o Sistema Penitenciário. Em sala, eles representam uma fonte de conhecimento que, ao ser acessada, possibilitará ao aluno a ampliação intelectual, além da remição na pena.
Jhiones de Arruda Mazeto é professor de 25 recuperandos com idades entre 18 e 60 anos da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis (215 km ao Sul de Cuiabá). Para ele, um dos desafios de trabalhar com a pessoa privada de liberdade é sempre motivá-la a continuar os estudos mostrando que a educação é um dos principais mecanismos de transformação de vidas.
“Dar aulas no sistema prisional é muito gratificante, pois, nos mostra que todos têm direito e acesso à educação e que o estudo é fundamental no processo de ressocialização e reinvenção na sociedade da pessoa privada de liberdade”, diz o professor.
Ele explica que na sua turma são realizadas aulas práticas participativas com dinâmicas, oficinas e debates. Além disso, ocorrem também diálogos vinculadas a vivência e experiência vindo de encontro com a modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Ernesta da Silva Araújo, professora de 30 recuperandos com idade entre 30 a 55 anos, da unidade masculina de Juína, tem em seu quadro de alunos pessoas participativas, interessadas em aprender, o que para ela é motivador como educadora. Pedagoga e pós graduanda em Educação em Direitos Humanos, Diversidade e questões Étnicos-Sociais ou Raciais, a metodologia utilizada por Ernesta em sala de aula é voltada para o diálogo, lúdico e poesia.
“Para um profissional da educação que realmente gosta do que faz, não existe diferença em sala ou ‘cela’ de aula, se têm pessoas que precisam ou que queiram aprender, ali estaremos para construir juntos o conhecimento. Essa é uma oportunidade de despertar o interesse para que o recluso possa dar continuidade na vida pós cadeia”, entende a professora.
Há seis anos ministrando aulas no sistema penitenciário e há três à frente da alfabetização da unidade prisional feminina de Nortelândia, Gizele Cavalcante de Souza, conta que as mulheres acima dos 40 anos de idade têm mais interesse nos estudos. “A gente estimula elas a estudarem. Existem algumas que não querem, alegando que estão velhas demais para isso, mas quando começam se apaixonam e realizam muitos trabalhos brilhantes”, relata a professora.
O coordenador da Escola Nova Chance no Centro Ressocialização de Cuiabá, José Carlos da Silva Adriano, ressalta que é importante incentivar os recuperandos a ver no estudo uma ponte para uma nova vida. Ele acredita que a educação é a porta de saída do círculo vicioso da criminalidade.
“O nosso principal desafio é ganhar esse aluno para educação, por que muitos estão ali pela remição, mas essa é uma oportunidade única em que eles podem aproveitar para realmente aprenderem, já que muitos, ao serem soltos, sentirão vergonha de estudar em uma escola regular por ter pertencido ao sistema penitenciário”, explica o pedagogo.
Nova chance
Os professores acreditam que o estudo é uma ferramenta de transformação na mão de quem deseja por uma vida nova. A coordenadora de Educação Prisional da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), órgão responsável pelo Sistema Penitenciário no Estado, Fabiana Flávia de Magalhães, avalia que a escolha do estudo nunca será invalidada porque o conhecimento é algo que ninguém tira da pessoa.
“Podem te tirar a roupa, a dignidade e a liberdade, mas o conhecimento jamais. Ele é intrínseco. Estará com a pessoa independente de onde estiver”, acredita Fabiana, que continua dizendo que o estudo para quem está privado de liberdade é uma nova chance de ser inserido na sociedade, a qual é excludente por si só. “Oferecer essa chance é dar mão para aquele que precisa de uma oportunidade de transformação e talvez os professores, representados em sala de aula, sejam essa mão amiga”, finaliza.
