Nenhuma ocorrência foi notificada pelo órgão ao longo das últimas três edições
Julia Oviedo | Gcom-MT
Atuando como órgão fiscalizador da Caravana da Transformação, a Vigilância Estadual de Saúde levou uma equipe multiprofissional, composta por enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais responsáveis por inspecionar os procedimentos oftalmológicos, entre eles, consultas e exames. Nesta quinta-feira (26.01), começam a ser realizadas as primeiras cirurgias de catarata, pterígio e yag laser, que também serão acompanhadas de perto pela fiscalização. O evento ocorre até o dia 3 de fevereiro, em Jaciara (144 km ao Sul de Cuiabá).
Além disso, os atendimentos pós-cirúrgicos que são realizados até um mês após a cirurgia também possuem fiscalização. O descarte de resíduos, a vistoria aos ambientes comuns do evento, como praça de alimentação, banheiros químicos e até a climatização dos espaços também recebem a atenção da Vigilância.
“Este trabalho garante mais segurança a todos os atendimentos no evento, principalmente os procedimentos cirúrgicos”, garante a coordenadora de Saúde da Caravana da Transformação, Simone Balena. Vale lembrar que nas outras três edições da iniciativa, que percorreram os municípios de Barra do Bugres, Peixoto de Azevedo e Canarana, nenhuma intercorrência foi realizada pelo órgão.
Caso isso ocorra, a correção deve ser imediata. A Vigilância tem poder, inclusive, de paralisar o evento caso seja detectado qualquer procedimento considerado irregular pelas normas técnicas. Segundo Simone, o órgão possui expertise em eventos de massa e, como a Caravana da Transformação atende diariamente milhares de pessoas, a fiscalização se faz necessária.
Cirurgias
Para esta edição, estão previstas três mil cirurgias oftalmológicas, que atenderão não só os pacientes de Jaciara, mas de outros 18 municípios do entorno. Por dia, são atendidos cerca de 800 pacientes, podendo chegar a mil. O público-alvo da Caravana são pessoas com mais de 55 anos de idade.
Cidadania
Já os atendimentos em cidadania ocorrerão na sexta-feira e no sábado (27.01 e 28.01). Entre os serviços oferecidos estão a emissão de documentos, como a 1ª e 2ª vias de RG, CPF, Certidões de Nascimento, casamento e óbito, foto 3x4, plastificação e cópias de documentos, embelezamento, oficinas e palestras.
A novidade dos serviços de cidadania é uma parceria firmada com o Poder Judiciário, que trará o projeto Pai Presente, com a oportunidade do reconhecimento de paternidade.
Segundo a pesquisa que mede o Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec), os empresários da capital não se abateram com a crise política e econômica de 2016 e mostram que têm esperanças de dias melhores em 2017.
A pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta quarta (25) pela Fecomércio-MT, mostra um patamar levemente otimista por parte dos empresários no mês de janeiro de 2017 (101,4 pontos). O índice permaneceu estável em relação ao mês anterior (101,5 pontos), no entanto, vem apresentando melhora significativa ao longo do último ano, quando atingiu 95,1 pontos em janeiro de 2016.
O Índice varia de zero a 200 pontos, sendo que a pontuação 100 demarca a fronteira entre a avaliação de insatisfação e de satisfação dos empresários do comércio.

Apesar disso, outros subitens da pesquisa mostram situação contrária à de otimismo. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) encontra-se muito abaixo da fronteira dos 100 pontos, atingindo em janeiro desse ano 63,8 pontos, resultado melhor do que o registrado no mesmo período de 2016, quando foi de 55,6 pontos. Outro subitem que ainda está abaixo dos 100 pontos é o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), que atingiu 92,9 pontos no mês atual, contra 96,5 pontos do mesmo período de 2016.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Hermes Martins, o cenário tanto para o empresário quanto para o consumidor deve ser de atenção. “Cautela é a palavra adequada para mostrar o que os empresários estão passando nesse momento no país. Mais pessoas contraíram dívidas na capital, mas também aumentou o número daqueles que não conseguiram quitá-las, sendo assim, a inadimplência deixou os empresários receosos em fazer novos investimentos”. Apesar disso, o empresário do comércio tem expectativas de que as vendas comecem a aquecer nos próximos dois meses, com as liquidações de início de ano. “As promoções são uma estratégia para vender mais à vista, com descontos diferenciados para quem poupou para comprar no dinheiro. Isso evita o parcelamento e uma futura inadimplência”, pontuou o presidente.
Reflexo disso pode ser observado pela Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) que atingiu 154,2 pontos no mês de novembro de 2016, 150,2 pontos no mês seguinte e agora está com 147,4 pontos em janeiro de 2017. O índice chegou a atingir 96,5 pontos em janeiro de 2016, ou seja, um número bem inferior em relação ao registrado no mês atual.
Assessoria Fecomercio-MT
Andréa Haddad | Gcom-MT
Mayke Toscano/Gcom-MT
O ex-governador de Mato Grosso e ex-prefeito de Rondonópolis, Rogério Salles, avalia que o governador Pedro Taques acerta em cheio ao abrir o diálogo, desde a última semana, com prefeitos e vereadores de todas as regiões do estado para ouvir as principais demandas dos gestores, que estão em contato direto com a população, principalmente do interior. Nesta terça-feira (24.01), Salles integrou a caravana do presidente da Câmara de Rondonópolis, Rodrigo Zaeli, que, a convite de Taques, participou de audiência realizada no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
“É importante ter um momento com os representantes das diversas comunidades, das cidades, e o governador Pedro Taques tem procurado canais no sentido de que as ações do Estado nos municípios efetivamente atendam aos anseios da população. Este canal com os vereadores e os prefeitos atende com mais efetividade as necessidades de quem está na ponta. É muito importante esta postura do governador de ouvir”, avalia Salles.
Localizado a 212 Km ao Sul de Cuiabá, o município de Rondonópolis receberá financiamento para início das obras da ponte sobre o Rio Vermelho. A contratação da empresa já foi licitada, só falta a ordem de serviço. Outro passo importante será o custeio de aproximadamente R$ 40 milhões para a drenagem. O presidente da Câmara reivindicou também uma base da polícia. “A população cresceu muito e o município tem várias saídas”. Taques encaminhou o vereador para tratar a questão com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). A comitiva rondonopolitana agradeceu os 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo 10 infantis, providenciados pelo Estado no município.
Por sua vez, o prefeito de Campos de Júlio, José Odenil, recebeu a garantia do governador de que o problema da MT-388, que liga Campos de Júlio à primeira usinaflex do Brasil, a Usimat, que fica a 70 km da cidade, será solucionado. “Os produtores e agricultores fizeram a parte que lhes cabia, mas a situação é crítica. O prejuízo diário é de R$ 100 mil nos últimos dias. Num dia que o clima melhorou fizemos um paliativo, mas é uma obra do Estado que liga Campos de Júlio a Nova Lacerda, porém o trecho mais gritante é até a Usimat”. O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, garantiu que obteve duas vias de financiamento para a obra.
Mais reivindicações
O prefeito de Campo Verde, Fábio Schroeter, não escondeu o otimismo ao deixar o encontro com o governador. “Fomos muito bem recebidos e nossas reivindicações foram tratadas com prioridade”, relata. Durante a audiência, o gestor focou principalmente na área da saúde pelo fato de o hospital do município atender também às demais cidades da região. “Achamos justo um aporte do Estado”, considera.
Outro pleito é que a entrada da cidade, na MT-140, que liga o trevo do Gardes até Campo Verde, seja restaurada para embelezar a cidade e garantir a segurança de todos. São 13 km de extensão. “Além disso, nesta rodovia há uma erosão muito grande, solicitamos a obra de reparo, e também a pavimentação de 15 km em outro trecho desta mesma rodovia que é de terra, por onde escoa toda a produção da região, que vai para Rondonópolis.”
O prefeito de Paranatinga, Marquinhos do Dedé, e vereadores da cidade, sensibilizaram o governador para as obras necessárias na MT-130, entre Sinop e Sorriso, e na MT-020, de acesso ao Vale do Araguaia. Também solicitaram a instalação de uma unidade da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a conclusão do Anel Viário, e obras de pavimentação.
Menor município de Mato Grosso, com 1,2 mil pessoas e economia voltada para a pecuária, Araguainha, representada pelo prefeito Silvio José de Morais Filho, cobrou do governador a construção de um ginásio de esportes ou áreas de lazer para estudantes e toda a comunidade. A MT-100, entre Araguainha e Barra do Garças, é um sonho muito antigo prestes a se tornar realidade. “Acredito que terminaremos em meados deste ano. O governador tem se mantido firme neste propósito e a empresa que está executando a obra é bem eficiente”. Por orientação do governador, o prefeito vai aproveitar a estadia em Cuiabá para visitar o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), porque Araguainha não tem loteamento fundiário. “Precisamos regularizar a situação do município, lá ninguém consegue fazer escritura de terreno algum porque está irregular com o órgão. O valor é alto e a prefeitura está inviabilizada no momento, então vamos buscar uma parceria com o Intermat”, explica Silvio José.
Empolgado com a implementação da ferrovia entre Rondonópolis e Sorriso, o prefeito de Sorriso, Ari Lafin, demonstra entusiasmo com a articulação entre o governador e os investidores na obra. “Temos consciência da importância de Sorriso para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e agora estamos otimistas em sermos inseridos nas negociações para facilitar o escoamento da nossa produção”. Eleito ao primeiro mandato, ele pondera que o momento requer responsabilidade na aplicação dos recursos, uma proximidade com o governador e uma política de melhorias à população.
O governador também recebeu, nesta terça-feira (24.01), no começo da noite, os representantes das Prefeituras e Câmaras de Confresa, Vila Rica e Porto Alegre do Norte.
Investidores internacionais devem financiar a estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI)
Lorena Bruschi | Gcom-MT
Com o objetivo de tratar sobre o interesse da Noruega nas políticas de desenvolvimento sustentável, aliadas à preservação do meio ambiente, a embaixadora do País no Brasil, Aud Marit Wiig, esteve em Cuiabá, nesta terça-feira (24.01). Ela foi recebida pelo governador de Mato Grosso, Pedro Taques, nesta que é a segunda visita à Mato Grosso. Aud Wiig participou de reunião com investidores da estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), adotada pelo Governo do Estado para erradicar o desmatamento até 2020.
“A presença da embaixadora mostra o significado da proposta PCI, não só para nós de Mato Grosso, mas pra todos aqueles países que preservam o meio ambiente e têm um respeito à sustentabilidade. Queremos demonstrar, com essa reunião, não a impressão, mas a certeza de que este programa é importante para a nossa administração. Precisamos falar de investimentos, porque não se faz preservação sem recursos, e isso já está quantificado num plano de ação”, explicou Pedro Taques.
Conforme o governador, a estratégia Produzir, Conservar e Incluir foi estruturada em 2016 e, com este grande passo na articulação de investidores, ele deve sair do papel, e concretizar as políticas públicas. A PCI foi criada por um trabalho em conjunto, que contou com a participação da sociedade civil organizada, por meio das federações de produtores e de trabalhadores, e de pessoas jurídicas e fundações engajadas.
Pedro Taques ressaltou que de 2004 a 2014, Mato Grosso teve um decréscimo no desmatamento ilegal em quase 90%, isso significou 1.9 gigatoneladas de redução de emissão de CO2. “Com os novos trabalhos desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), capitaneada pelo vice-governador Carlos Fávaro, de agosto de 2015 a 2016, já tivemos uma diminuição do desmatamento em 19%”.
A embaixadora da Noruega, Aud Marit Wiig, frisou que o Estado de Mato Grosso tem demonstrado esforços para conter o desmatamento, e isso está sendo observado pelo mundo todo. “É um prazer estar aqui para acompanhar esta discussão. A Noruega fica satisfeita em acompanhar o progresso contínuo de Mato Grosso, com a implantação do programa PCI. Sem dúvida, uma importante contribuição no combate ao aquecimento global”, avaliou.
Produtividade e proteção ambiental
A visita foi uma oportunidade de aprender mais sobre a estratégia PCI e, principalmente, sobre Mato Grosso, que vai operacionalizar cada uma das metas do programa. A embaixadora ressaltou também que os mais importantes atores estão presentes nesse evento, inclusive, os grandes e pequenos produtores, as Organizações Não Governamentais (Ongs), as universidades, e a sociedade.
“Acreditamos fortemente que seja possível combinar produtividade com a proteção ambiental. Por conta dos resultados já apresentados, o mundo está olhando para Mato Grosso agora. Estamos confiantes de que o Estado pode alcançar os resultados esperados e, para isso, precisamos trabalhar juntos”, afirma Wiig.
A Noruega é um dos maiores investidores do Fundo da Amazônia, e também de projetos que trabalham ações em prol do meio ambiente. O Governo norueguês atua também com uma rede de parceiros, como Ongs, e sociedade civil organizada, para reunir recursos em atividades, como a estratégia PCI em Mato Grosso.
Preservar, Conservar e Incluir
A Estratégia PCI tem como objetivo acompanhar o cumprimento das metas apresentadas na 21ª Conferência Global do Clima (COP 21), realizada em Paris, na França, em 2015. Na ocasião, Mato Grosso se comprometeu em reduzir o desmatamento ilegal a zero até o ano de 2020, e também em realizar ações para conter o aquecimento global.
Segundo o diretor-executivo do Comitê Estadual da Estratégia PCI, Fernando Sampaio, há muitos investidores de fora interessados em colocar dinheiro em Mato Grosso. O objetivo é juntar o grupo de investidores para coordenar esses investimentos dentro do estado para fazer essas metas acontecerem de forma mais efetiva e otimizar o uso de recursos.
“Um plano de ação que tem nove itens, são nove entregas que queremos fazer, e tudo começa com o planejamento estratégico. As organizações aqui presentes já têm algum investimento ou estão planejando algo em Mato Grosso. O que queremos são recursos pra estruturar a estratégia, com a convicção de que ajudar a estratégia vai ajudar os objetivos deles também a acontecerem”, explica Sampaio.
Estiveram presentes também o representante da Embaixada dos Países Baixos, Ramon Gerrits; o vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro; o secretário de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), Suelme Fernandes; e representantes de organizações que fazem parte da estratégia PCI, como o Fundo de Clima Althelia, do Fundo Amazônia/BNDES, do Tropical Forest Alliance (TFA), da Carbon Trust, e da Fundação Amaggi.
