A Rede Comper de Supermercados doou para os profissionais de saúde do Hospital Geral de Cuiabá 600 kits de lanches, pois neste momento de pandemia, são estes profissionais que não medem esforços para cuidar e salvar vidas. O Comper tem um grande trabalho de responsabilidade social e nesta época intensificou ainda mais suas ações.
A Coordenadora de eventos Lidia Pachori disse que o Comper realiza grande projetos sociais durante todo o ano, porém neste momento esta se solidarizando com os profissionais de saúde. “Estamos levando para estes profissionais não apenas o lanche, mas também nossa mensagem de carinho e gratidão pelo intenso trabalho que estão realizando nos últimos meses’, ressaltou.
Os kits foram entregues para a diretora Assistencial do Hospital Geral Caroline Evangelista Moura. Ela disse que é muito importante este olhar solidário e carinhoso do Comper, pois a rotina de trabalhos nos últimos meses está exaustiva. “Ficamos imensamente gratos e é um exemplo que deve ser seguido por outros empresários”, concluiu.
Os cursos online entraram na lista de afazeres dos brasileiros durante a pandemia, seja para buscar novos conhecimentos, melhorar as habilidades no trabalho, ou até mesmo driblar o tédio de ficar em casa. Manter-se ativo durante a quarentena é essencial para conservar o bom aprendizado, e essa metodologia de ensino a distância se torna a única forma segura de continuar estudando, além de contar com toda a flexibilidade em relação ao tempo diário de estudo.
Em meio ao aumento de concorrentes por uma vaga de emprego, este é o momento do profissional que quer se destacar no mercado de trabalho e se qualificar sem precisar sair de casa. Com a crise econômica, as oportunidades de trabalho diminuíram, mas isso não é motivo para quem está a procura de um emprego desanimar. Pelo contrário, é hora de aproveitar o período e investir em cursos de qualificação online.
O que nos espera no pós-pandemia ainda é uma incógnita, já que tudo ainda está caminhando lentamente. Mas certamente o "novo" mercado de trabalho irá exigir mais dos profissionais. Por isso, quem se qualificar, certamente sairá na frente de seus concorrentes na busca por uma vaga ou uma promoção de carreira.
De acordo com Adriana Rizzieri, gestora do Damásio Educacional - Unidade Cuiabá, na instituição os conteúdos mais procurados são as Pós graduações, MBA, cursos para ajudar quem está se preparando para prestar concursos públicos ou para exames da OAB, entre outros. Além de palestras, workshops e conteúdos gratuitos disponibilizados durante a pandemia.
"É importante lembrar que essa é uma nova realidade, com a qual todos teremos que nos adaptar. Então ao se dispor a fazer um curso online, é preciso ter disciplina e saber se direcionar corretamente em cada estratégia de aprendizado para conseguir mais eficácia na preparação", finaliza a gestora.
ARTIGO:
Por Lívia Nery*
Sangrando vem do verbo sangrar. O mesmo que: esgotando, extorquindo, ferindo, debilitando. E é dessa forma que a economia regional está sofrendo. Não bastassem os grandes e profundos impactos que a atingem durante os últimos anos, com episódios que refletem problemas econômicos resistentes, agora uma pandemia impacta profundamente sua retomada.
Os empresários do setor de alimentação fora do lar são uns dos que mais sofrem com a quarentena, causada pelo novo Coronavírus, que, como medida de prevenção, fechou os bares e restaurantes em 23 de março. E lá se vão quatro meses de preocupações, desempregos e falências.
O novo decreto permite a retirada no local e a entrega, mesmo o setor estando fechados para o público. Dessa forma, alguns estabelecimentos tentam uma sobrevida nessa sangria, que ameaça uma demissão em massa, já que a data de pagamento dos funcionários chega e os empresários não têm dinheiro em caixa para arcar com essa obrigação. O governo ofereceu um benefício salarial de 3 meses, que já foi usado pelo empresariado.
Por decisão judicial, estamos vivendo novamente em uma quarentena e, desta vez, enfrentamos problemas relacionados à fiscalização. Episódios lamentáveis, em que fiscais da prefeitura se acham no direito de decidir que tipo de estabelecimento alimentício pode continuar aberto e qual deve ser fechado, mesmo que este esteja funcionando apenas para entrega.
Representamos famílias e repudiamos a ação de fiscais julgarem um café ser mais alimento que sorvete, por exemplo. Isso nos deixa impotentes. Alimento é alimento, não tem mais ou menos importante. Não existe uma regra que determine isso. Não vamos ao supermercado para comprar somente itens que compõem uma cesta básica. Essa decisão cabe ao consumidor.
Sabemos da gravidade da doença e temos consciência da necessidade de uma quarentena imposta. Logo, seguimos obedecendo aos decretos do governo e trabalhando com a comercialização dos alimentos, nas modalidades delivery e retirada no local, assim como tantas outras cidades pelo Brasil.
A situação é muito crítica. Todos os restaurantes filiados à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MT) estão sendo rígidos com relação às normas e medidas e sempre foram a favor das decisões tomadas pela prefeitura na tentativa de frear o aumento nos casos da COVID-19 em nossa cidade.
Porém, a economia está próxima de colapsar se medidas para sustentar a atividade econômica e ajudar a promover a retomada não forem tomadas. Não temos mais onde pedir auxílio. A quebradeira geral já começou.
*Lívia Nery é empresária e proprietária de uma franquia de restaurantes, em Cuiabá
Florence Nightingale (1820-1910) deu amplo sentido à vida. Aos 14 anos, filha de rica família, visitava aldeias inglesas e tratava pessoas pobres e doentes. A jovem e irrequieta inglesa foi escritora, estatística e, principalmente, enfermeira.
Deixou a tranquilidade de Londres para ir até os campos da guerra da Criméia, cuidando de soldados, minorando sofrimentos, salvando vidas, aplicando métodos por ela criados e que deram origem à moderna enfermagem.
Fundou a primeira Escola de Enfermagem, em Londres, ainda hoje em funcionamento e dona de imenso prestigio internacional. Foi uma mulher excepcional, à frente de seu tempo! O dia de seu nascimento, 12 de maio, foi adotado como sendo o “Dia do Enfermeiro”.
Ana Néri (1814-1880) não veio ao mundo a passeio. Foi uma baiana guerreira e invulgar. Casada aos 23 anos e viúva aos 29, criou sozinha os três filhos. Quando eles foram convocados para lutar na cruenta Guerra da Paraguay (1864-1870), junto com eles, seu irmão e um sobrinho, Ana foi ao governador da Província da Bahia e pediu-lhe que a mandasse para o ´front´de batalha, onde serviria como Enfermeira.
Atendida, seguiu para o interior gaúcho no 10º Batalhão de Voluntários, e, após organizar postos de atendimento e angariar imenso respeito dos militares, chegou até a capital paraguaia. No caminho sentiu as dores das mortes de um filho, do irmão e do sobrinho. Incansável, não esmoreceu. Salvou vidas, mitigou dores, atendeu e curou até inimigos vencidos. De volta ao Brasil recebeu das mãos do Imperador Pedro II as medalhas “Geral de Campanha” e “Humanitária de Primeira Classe”. Em 1923 a primeira escola brasileira de enfermagem, no Rio de Janeiro, recebeu o nome de Ana Néri. Em 2009, no governo do presidente Lula, a inquebrantável baiana tornou-se a primeira mulher a ter seu nome inscrito no “Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”, no Panteão da Liberdade e da Democracia, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), em merecidíssima homenagem.
Quando Cuiabá e Várzea Grande eram dois pontos perdidos na geografia continental do Brasil, povoados por uma gente boa e ainda carente de cuidados de saúde, uma jovem impetuosa, dona de férrea determinação, assombrou alguns e ganhou o coração de muitos. Recém-casada com um próspero comerciante, com quem viria a ter e educar nove filhos, ela se formou em enfermagem e, com recursos do marido e de sua família, construiu o primeiro posto de saúde de Várzea Grande.
Não era incomum vê-la montada na boléia de um caminhão indo e vindo nos bairros poeirentos das duas cidades, ou com um filho pequeno no colo enquanto atendia doentes e os encaminhava conforme suas necessidades, ou, muitas vezes, abrindo a caixa registradora do bolicho para comprar remédios e ajudar pessoas carentes, diante do olhar carinhoso do marido, um homem sabidamente bom e generoso. Seu nome tornou-se uma legenda entre os carentes, sendo querida e admirada. Dois de seus filhos foram prefeitos de Várzea Grande e governadores de Mato Grosso. Ela, com doçura e autoridade, nunca deixou de se informar sobre suas políticas de saúde e cobrar de Júlio e de Jaime resultados, como Mãe e como Cidadã. Uma mulher invulgar!
Ao mirá-la em sua cadeira de rodas, na plenitude de seus 95 anos, sabendo que semeou o bem e viveu em função dos demais, tenho imenso orgulho de ser neta de Amália Curvo de Campos, uma enfermeira.
Os hospitais de Mato Grosso e de todo Brasil são trincheiras de uma grande guerra. Precisamos vencê-la. Há em cada UTI, em cada ambulatório, em cada pronto-socorro o mesmo espírito que norteou as vidas das três combatentes: Florence, Ana e Amália. Benditos sejam os nossos médicos e médicas, todos os profissionais da saúde, especialmente, as enfermeiras e enfermeiros. Anjos de jaleco numa guerra sem trincheiras.
Laura Campos é diretora geral Grupo Futurista de Comunicação e presidente Fundação Julio Campos

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